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domingo, 15 de novembro de 2009

Agora eu o vi... Duas vezes. Conversamos distraídos porque disfarcei uma série de sensações. Desejou-me boa viagem e eu viajei que ele iria me procurar como um louco. Afinal de contas, agora eu uso moicano, sandálias de couro, tenho cavanhaque, estou oito quilos mais forte, muito mais seguro, mais maduro. De repente isso assusta demais, não é?! De repente ele que não é mais para mim mesmo e eu é que devo me convencer disso. Mas como pode alguém te deixar apaixonado por quase seis anos e simplesmente se mostrar completamente desencanado de você? Como pode ele não ligar, não adicionar no orkut, não querer acompanhar meu twitter? Pois é, ele não quer...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Então

Então,
não vou te acordar domingo às oito meia, querendo conversar.
Agora sei que você não entende minha solidão.
Não vou tomar o inibidor de nicotina que o médico passou.
Ele mesmo disse que eu tenho que estar determinado.
Não vou mais esperar um ano feito pra mim.
Não vou pensar em como me sinto.

domingo, 5 de abril de 2009

Lá menor

Um pote de sorvete. Um rolo de papel higiênico. Não passei na locadora. Sábado à noite, não tem nada na TV. Não vou morrer de câncer antes desse maço acabar. Não tem mais graça pegar o carro e correr na rua. Não quero ver gente. Não quero beber. Não quero a lua. O livro que não leio. Nenhum CD que presta. Tudo o que me resta é pegar o violão mas, nem isso faz sentido Não vou ter um colo amigo pra deitar minha canção. Ele não sabe se vem. Nesse descaminho, fico só. Não acho o cinzeiro, me perco inteiro. Faço uma música em Lá menor Recorto lembranças e rasgo papel. Minha garganta dá um nó. Não passei no mercado, mas acho que a farmácia era melhor. Pego o telefone mas não vou discar. O número decorado, tatuado no meu calcanhar. Na porta, só bate a chuva. Não que ser gente. Não quero comer. Não quero bagunça. O velho não veio. O novo não dá festa. Faço uma seresta de doer o coração, mas nem isso faz sentido. Não vou ter nenhum abrigo. pra esconder minha aflição. Ele não sabe o que tem. Não adianta secar meu suor. Penso nisso o dia inteiro. À noite, em desespero, faço uma música em Lá menor

sexta-feira, 20 de março de 2009

Meu filtro solar

Caminhe descalço na grama.
E, nu sempre que puder.
Leia todos os livros que conseguir.
Vá ao cinema, ao teatro,
assista TV.
Ouça sua música preferida
quantas vezes quiser
mesmo que isso canse os outros.
Você não precisa plantar uma árvore
mas também não tem que arrancar folhas das que já existem.
Não mate formigas.
Não passe o tempo.
Geralmente, é a mesma coisa que perdê-lo.
Viva um dia de cada vez,
mas lembre-se de todos os que já passaram
e pense em como podem ser os que ainda estão por vir.
Sorria sempre e chore.
Escute e fale pouco.
Converse com idosos.
Brinque com crianças.
Não jogue fora o álbum de figurinhas que você conseguiu completar.
Dance. Cresça. Sinta saudade.
Acredite. empenhe-se sem muito esforço.
Escreva um diário.
Pense na vida. Seja.

domingo, 14 de dezembro de 2008

É triste que Sol e Chuva quase não se vejam Os opostos em tudo têm essa tendência de se afastarem Pelo menos fora dos ramos da Física Fecho os olhos para encontrar o infinito que há dentro de mim Nessa puríssima escuridão, vejo O Sol se foi e chove sem parar Esperava encontrá-lo sentado no banco da praça Esperava sentar-me ao seu lado E um dia e uma noite inteira somente ouvir O silêncio que fosse É triste que Sol e chuva quase não se vejam Se acontece, no entanto, anjos estendem faixas coloridas para enfeitar o céu

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Starving Eyes

Quando você entra no bar
E acende seu cigarro
Você encara quem te interessa com olhos famintos
Mas você pega outra cerveja
E isso vai subindo pra cabeça
Até você perder a compostura
Você tira a camisa
E expõe sua tatuagem mal feita
Mas é porque aqui faz muito calor mesmo
Você dança como se fosse a última vez
E não pára de gargalhar nunca
As horas passam e você nem repara que amanheceu
Daí você fecha a cara e tenta não tropeçar lá fora
À luz do dia você prefere não parecer tão vulgar
Você olha os garotos
E chora porque não consegue mais que uma noite
Eu não acho que você esteja procurando alguém bacana
Você só se preocupa com o corpo, com o carro
Você analisa os sapatos deles
Não podem estar sujos de barro
Você jamais ficaria com alguém que não more em um bairro nobre
Mas você é muito divertido
E está sempre cercado de muitos fãs
E não sei se é porque você estava muito alto
Ou se você realmente não é legal
Você me chamou de covarde
E disse que eu sacaneei a sua amiga
Mas você não quis tomar conta dela primeiro
Pensa nisso antes de atirar suas acusações
E seu cachorro-quente nos outros